Muitas empresas
ainda sequer registraram seu primeiro domínio
de internet, mas já existe um ativo e milionário mercado
secundário de nomes. O negócio funciona como um leilão
em que os interessados compram domínios que lhes interessam, mas
mas estão nas mãos de outras pessoas e não são
alvo de litígios.
O mais famoso site deste tipo é o Sedo (Lê-se "Sidú"),
que no Brasil é representado pela Nomer.com. Na sexta-feira, o domínio "pizza.com" era
oferecido no site www.sedo.com.br por US 1.000.000 ou, para ser mais exato,
US 999.999,00. "O valor de um domínio é uma coisa esquizofrênica",
diz Ricardo Vaz Monteiro, diretor executivo da Nomer e um especialista
na área. Ele é autor de um livro sobre o negócio de
domínios, que pode ser baixado de graça da Internet (www.escolhaseu.com).
Entre os domínios mais caros já vendidos no mercado de "segunda-mão",
conta Monteiro, estão sex.com que atingiu US 12 milhões em
leilão, e sex.net que saiu por US 4 milhões.
A publicidade on-line também vem se tornando uma forma de ganhar
dinheiro com os domínios de internet. "Os links patrocinados
estão impulsionando o mercado no Brasil", afirma Monteiro.
O fenômeno é representado por sites que apresentam um conteúdo
simples, como a definição de uma palavra muito procurada
pelos internautas. O que faz diferença é que essas páginas
trazem uma série de links para outros sites. Toda vez que o usuário
clica neles, o dono do próprio site recebe uma comissão de
publicidade. "Se a página vender R$ 10 por dia, ao fim de um
ano serão r$ 3mil, muito mais do que os R$ 15 ou R$ 30 pagos pelo
domínio, diz monteiro.
|