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Uma verdadeira Guerra virtual se desenrola diariamente diante dos olhos de milhares de internautas. O cenário é a tela do computador e o grande objetivo da batalha é despertar a atenção de inúmeros sites que oferecem produtos e serviços. O nicho de publicidade na rede tem crescido bastante nos últimos anos, só em 2006 a receita destinada a Web respondia a cerca de 2,1% dos investimentos publicitários no país, Este ano, o setor, só no primeiro trimestre teve crescimento de 46% nos investimentos se comparado ao mesmo período de 2006. Já a mídia exterior teve queda de 17% nas receitas com anúncios.

E no atual cenário da Web mundial, um fenômeno de audiência já está tão consolidado que ninguém em sã consciência conseguiria ignorá-lo. Afinal, o serviço de busca cresceu tanto nos últimos anos que começou a rivalizar com a MicroSoft. Para ter uma idéia do tamanho da importância do Google no atual cenário, o Google retém cerca de 56% de todas as pesquisas realizadas na web. Diante disso, não há publicitário no mundo que despreze todo o potencial de publicidade que a empresa oferece.

O Campo de batalha

Uma das grandes características do Google é o modo como a publicidade é veiculada, já que não existem pop-ups e banners. O buscador inovou até nisso, já que a publicidade só aparece quando o internauta busca algum tipo de serviço ou produto relacionado ao do anunciante. Isso fez com que, de algum tempo para cá, aparecer no topo de buscas de links patrocinados do Google seja um verdadeiro eldorado para qualquer campanha divulgada na web. A publicidade no site é um universo à parte no que diz respeito à veiculação de publicidade na rede, uma campanha baseada no Google tem suas próprias regras. Um dos grandes especialistas no assunto no Brasil é Ricardo Vaz Monteiro, autor do livro Google Adwords A arte da Guerra. Monteiro é, pasmem, um físico por formação. Sua ligação com comércio exterior começou quando abriu juntamente com o sócio a Nomer.com, uma empresa de registro de domínios .com. Segundo o autor, a enorme receita publicitária do Google tem aumentado ano após ano, não apenas ao seu número gigantesco de acessos.

"Numa mídia tradicional, por mais cuidado que se tenha ao fazer o planejamento da campanha sempre corre-se um risco, já que não dá mensurar precisamente quantas pessoas absorveram a mensagem", diz. E essa segurança em relação ao desempenho da campanha não diz respeito apenas a mensuração do número de pessoas atingidas. "Só se paga quando alguém clica no seu link patrocinado. Deste modo, você tem controle financeiro muito maior dos gastos da campanha", aponta.

Alcance calculado e controle total

Um dos grandes atrativos para quem quer anunciar no Google são as inúmeras opções de alcance da campanha, que pode ser de nível local, nacional ou até mesmo mundial. Desse modo, uma floricultura pode direcionar sua campanha apenas ao seu local de atuação, pagando menos por isso e tendo resultados mais palpáveis. Outro ponto interessante segundo Monteiro é a facilidade de manuseio de uma campanha de links patrocinados. "Você pode controlar tudo de forma online. Desse modo, pode ir aparando as arestas na campanha até chegar ao resultado almejado", explica. E para ir acertando-a basta atentar para os dados que o próprio Google fornece, "o site da empresa fornece estatística de praticamente tudo que diz respeito à campanha, basta estudar esses dados para ver o que está dando errado".

Palavras-chave: as armas

Dia após dia, empresas dos mais diversos calibres lutam para galgar uma posição no ranking das buscas do Google. E isso se dá por meio da escolha das palavras-chave de busca que farão com que o link patrocinado apareça. A posição nas buscas depende das palavras escolhidas. Dependendo da escolha da palavra-chave, paga-se desde centavos até dezenas de dólares por clique. A dinâmica deste processo é parecida com a de um leilão: quem paga mais pela palavra-chave leva e ganha posições de seus concorrentes.

Aparentemente isso faz do Google Adwords uma mídia mais democrática que as outras. Contudo, pagar mais pelos cliques não é sinônimo de sucesso, pois ao escolher palavras mais generalistas para se referir ao seu produto ou serviço, o anunciante tende a pagar mais caro por cada clique do Internauta. Esse é, segundo Monteiro, o maior erro da maioria dos anunciantes.

"É preciso saber muito bem no que gastar, quanto mais específicas forem as palavras-chave, mais baixo será o preço pago por clique e mais relevante será sua campanha. Antes de tudo é preciso definir um preço mínimo e o preço máximo que vale esse clique, já que do contrário isso pode afetar sua margem de lucro", explica. Para calcular isso, Monteiro desenvolveu uma fórmula bastante simples e eficaz: o valor máximo que deve ser pago por clique equivale ao lucro gerado pela venda do produto, dividido pelo número de cliques ou visitantes direcionados àquele produto. Por exemplo: se a sua empresa costuma ter lucro de R$ 50 em cada venda e vende dois pedidos a cada 100 visitantes, então o valor máximo que você deve pagar cada (sic) clique será de um real. Outro fator que interfere diretamente no custo por clique é a intenção da campanha publicitária, já que segundo Monteiro, o valor pago pelo clique de uma campanha cujo intuito é fomentar contatos não pode ser o mesmo de uma campanha que deseja simplesmente (sic) aumentar as vendas dos produtos oferecidos pelas empresas.

Valor agregado

A fatia do bolo publicitário da web que vai para o Google tem crescido ano após ano e essa é uma tendência que parece não se reverter tão cedo. Como não há volta, uma das trilhas mais interessantes para os webdesigners é investir muito nessa ferramenta para agregar valor ao seu trabalho. "Não apenas os designers, mas eu diria que todos os profissionais que travam relações comerciais por meio de produtos e serviços oferecidos pela rede devem se adaptar", explica.

Um dos caminhos, segundo Monteiro, é fazer o próprio curso de credenciamento oferecido pelo Google. "Esse tipo de certificação dá mais segurança ao cliente e agrega valor ao trabalho", finaliza.