Links
recomendadosREGISTRO
DE DOMINIO
|
LINKS
PATROCINADOS
|
|
Distribuição |
Distribuição |
Matéria no Jornal DCI
No Brasil, a possibilidade
de gerar receita com links patrocinados (anúncios
que aparecem nas páginas de busca de sites) e a facilidade para o registro
de empresas informais, já que não exigem Cadastro Nacional dePessoa
Jurídica (CNPJ), têm impulsionado o
mercado de domínios somente com extensão “.com”.
No ano passado, a venda de tais domínios, que são registrados
em
servidores internacionais, cresceu 53% mais do que os com extensão “.com.br”,
específicos para identificar empresas brasileiras.
A informação é da empresa Nomer.com, que comercializa
domínios no Brasil. “O aumento da compra de domínios com
essa extensão internacional acontece porque é muito fácil
uma empresa informal de qualquer país, sem CNPJ, por exemplo, ou um
profissional liberal, criar umdomínio na Internet.
Se alguém quiser criar o seu domínio comercial no Brasil, tem
que apresentar o CNPJ no momento do cadastro. Já o ‘.com‘ não
necessita dessas exigências”, explica Demi Getschko, conselheiro
do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br).
Com
a facilidade desse tipo de cadastro de domínio, empresas que oferecem
serviços de hospedagem para as pequenas comemoram
o crescimento do número de clientes. “O Terra tem investido em
estratégias para comercializar domínios ’.com‘ há algum
tempo porque trabalhamos com empresas muito pequenas que ainda têm a
cultura de possuir um domínio que indique a funcionalidade
comercial do endereço. Depois desse investimento, crescemos cerca de
480%”,disse Norma Matta, responsável pelo Terra
Empresas. Quem também está otimista em relação
a comercialização de domínios “.com” é a
paulistana Locaweb que possui cerca de 2,5 mil clientes do tipo contra 2 mil
do “.com.br“. No entanto, a empresa prefere investir em preços
mais baixos para outros tipos de domínio e não influenciar na
venda apenas dos “.com”. “Os domínios com outras extensões
também têm que ser incluídos na cultura brasileira, como
os destinados à autônomos, por exemplo. Para estimular as vendas,abaixamos
o valor anual de tais extensões em 50%”, diz Cristian Gallegos,
Gerente de Marketing da Locaweb.
Links patrocinados
Outro fator que tem impulsionado a venda do domínio internacional está na
indústria formada em tornodos links patrocinados,
onde empresas como Google e Yahoo! oferecem parte do lucro adquirido a sites
que disponibilizam os anúncios em suas próprias páginas.
“
Hoje, tenho um cliente, por exemplo, que já cadastrou cerca de 1,6 mil
domínios que só exibem links patrocinados nas páginas. A
participação nessenegócio rende aele nadamenos que 14 mil
euros por mês”, exemplifica Ricardo Vaz Monteiro, diretor executivo
da Nomer.com. A prática é comum em outros países e consiste
em criar sites com palavras bastante procuradas em mecanismos de busca e, em
vez de produzir conteúdo para as páginas, apenas exibem-se os anúncios. “É mais
fácil você encontrar uma palavra em português que esteja disponível
como ’.com‘ do que registrar a mesma palavra com domínio ’.com.br‘.Isso
pode ser um dos fatores para o aumento tão exorbitante dessa extensão
no Brasil”, explica Monteiro. O interesse cada vez maior em exibir links
patrocinados nas páginas acompanha os dados crescentes de investimento
em publicidade em sistemas de busca. Só nos Estados Unidos, o rendimento
de anúncios na Internet atingiu valor recorde no primeiro semestre de
2006 e totalizou US$ 7,9 bilhões em investimentos, 40% do montante em links.
Fraudes
O mercado de exibição de links patrocinados em sites destinados
somente a essa ativida de estimula também um número cada vez maior
de fraudes. Nos Estados Unidos, por exemplo, por conta da legislação
que prevê a devolução do valor pago pelo domínio em
um prazo de cinco dias caso o cliente desista da compra, tem deixado brechas
para o golpe conhecido como domain tasting. Este golpe consiste em cadastrar
um determinado domínio, colocam links patrocinados que geram receita e
o cancela antes do pagamento. Depois disso, volta a cadastrá-lo e cancelá-lo
inúmeras vezes.
Para se ter uma idéia da quantidade de fraudadores,em maio do ano passado,
dos cerca de 35 milhões de domínios registrados no
exterior, apenas três milhões foram realmente pagos, de acordo com
um artigo de Monteiro.
A advogada Patrícia Peck, especializada em direito digital, identificou
um crescimento de 20% no número de clientes que
procuraram o escritório em São Paulo no ano passado em busca de
soluções relacionadas ao uso indevido da marca na Internet.
“
Inclusive, alguns chegam a usar como palavra-chave a marca do rival para atrair
a procura e quando o usuário clica no anúncio
é
levado para outrapágina. Isso é concorrênciadesleal”,
adverte Peck.